Serra da Gardunha é o local com mais casos de OVNI
A Serra da Gardunha, no distrito de Castelo Branco, parece ser um local privilegiado para este tipo de situações inexplicáveis.
A serra é oca Foi Joaquim Figueiredo, do Seixal, quem
chamou a SPO à Gardunha. Serviu de guia ao grupo e contou que, em 1994,
durante um acampamento nocturno com um amigo, numa gruta perto da Penha -
o ponto mais alto da serra -, teve uma experiência que lhe mudou a
vida. "Limpámos o sítio e estendemos os sacos-cama. Depois adormecemos
de cansaço", recorda. Às duas da manhã, acordou com um barulho enorme,
"que parecia o estoirar de morteiros". Enrolou-se no saco-cama e
caminhou até à entrada da gruta. Como os barulhos entretanto pararam,
regressou ao interior, onde se sentia uma estranha trepidação.
Adormeceu. Às sete da manhã, quando acordou, o amigo já estava a pé.
"Parecia em pânico e disse-me para nunca mais o deixar sozinho durante
tanto tempo." Joaquim Figueiredo respondeu que tinha estado fora apenas
cinco minutos. "Ele falava em mais de duas horas, não quis contar-me
porque estava assustado e nunca mais me falou." Desde então, Joaquim
Figueiredo passou a rumar à Gardunha várias vezes por ano. Apesar de,
garantir, "nunca mais ter visto nada, à excepção de uma luz". Assume-se
como discípulo de Américo Duarte - que ficou famoso nas décadas de 1970 e
1980 pelo registo de fenómenos OVNI na Gardunha. Durante anos a fio,
Américo escreveu diários em que relatava pormenorizadamente encontros
com extra-terrestres. Acreditava que a Gardunha era oca e que, no seu
interior, existia uma base de óvnis (a que chamava cosmódromo) que,
jurava a pés juntos, chegou a visitar. Dedicou os últimos anos de vida a
tentar desviar o traçado dos túneis da Gardunha (na A23), cujo projecto
inicial passava pela suposta base. E conseguiu. Joaquim Figueiredo
conheceu-o bem e recorda um aviso que lhe deixou antes de morrer. "Faças
o que fizeres, nunca durmas na gruta. Ignorei o aviso e aconteceu o que
aconteceu", recorda. Joaquim Figueiredo é agil, vai à frente do grupo e
diz que, ali, se sente em casa. Desfiando histórias, uma atrás da
outra. "O Américo nunca dizia tudo o que sabia. Dava pistas e enigmas",
conta. Por isso, nunca revelou a entrada para a base de naves espaciais.
"Dizia-me que a encontraria junto a uma rocha com um gato desenhado, o
que só acontecerá quando estiver preparado", acredita. Américo Duarte
garantia que os OVNIS podiam ser vistos a sair e a entrar da base entre a
onze da noite as duas da manhã. Mas, para isso, é preciso ser-se um dos
escolhidos. Ficámos sem certezas, mas com alguma esperança.

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